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Biden expulsa diplomatas russos e impõe sanções a Moscou por interferência nas eleições

quinta-feira, 15 de abril de 2021

/ Redação

 O governo Biden deixou claro que os Estados Unidos desejam um relacionamento estável e previsível com a Rússia. Não achamos que precisamos continuar em uma trajetória negativa", diz o comunicado divulgado pela Casa Branca. (Foto: Reprodução)

BAURU, SP (FOLHAPRESS) — O presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou nesta quinta-feira (15) a expulsão de dez diplomatas russos e a imposição de novas sanções contra a Rússia, em resposta à interferência do Kremlin nas eleições americanas e às operações de hackers russos em agências governamentais e empresas privadas.

Segundo o anúncio da Casa Branca, os EUA impuseram sanções contra 32 entidades e indivíduos russos por campanhas de desinformação com o objetivo de interferir nas eleições presidenciais de 2020, em que Biden foi eleito ao derrotar o republicano Donald Trump.

O governo americano também se juntou à União Europeia, Reino Unido, Austrália e Canadá e anunciou medidas contra oito pessoas e entidades associadas à ocupação russa na Crimeia, exigindo que o país de Vladimir Putin "cesse imediatamente seu acúmulo militar e retórica inflamada". 

A região anexada pela Rússia em 2014 tem sido palco de movimentações militares recentes que acentuaram os sinais de uma crise diplomática envolvendo Moscou, Washington, Kiev e a Otan (aliança militar ocidental).

"O governo Biden deixou claro que os Estados Unidos desejam um relacionamento estável e previsível com a Rússia. Não achamos que precisamos continuar em uma trajetória negativa", diz o comunicado divulgado pela Casa Branca. "No entanto, também deixamos claro – pública e privadamente – que defenderemos nossos interesses nacionais e imporemos custos para as ações do governo russo que buscam nos prejudicar."

Além das acusações de interferência nas eleições, os EUA acusam a Rússia de se envolver em "atividades cibernéticas maliciosas", usar a "corrupção transnacional", agir contra dissidentes e jornalistas, minar a segurança países e regiões aliadas dos americanos e violar princípios consagrados do direito internacional.

Biden também assinou um decreto em que instrui o Tesouro americano a proibir instituições financeiras dos EUA de participarem de algumas negociações específicas envolvendo títulos de dívida pública emitidos pela Rússia. A ordem executiva ainda designa como alvos seis empresas russas que teriam dado suporte a ataques cibernéticos orquestrados pelo serviço de inteligência de Putin.

O conjunto de sanções também é apontado pelo governo Biden como uma resposta aos relatórios da inteligência americana que acusam a Rússia de ter oferecido recompensas ao Taleban para matar tropas da coalizão liderada pelos EUA no Afeganistão. Nesta quarta-feira (14), Biden divulgou um plano para a retirada de soldados americanos e da Otan do país do sul da Ásia e "acabar com esta guerra eterna".

Antes mesmo do anúncio, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, adiantou que Moscou consideraria ilegais as sanções impostas pelos EUA e que reagiria com base no princípio da reciprocidade, respondendo na mesma moeda.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores russo afirmou que a resposta ao movimento de Biden será inevitável e convocou o embaixador americano em Moscou para prestar explicações, um movimento que, tradicionalmente, reflete um agravamento das relações diplomáticas entre países.


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